AAEAAQAAAAAAAAUvAAAAJGRhYjcxOWIwLWJkNjItNGRlNi04NTYzLWQzODUwMjY2MTFjYQ“Trancamos nossas portas e janelas. Evitamos ruas desertas e caminhos inseguros em determinadas horas. Nossos prédios têm “gaiolas” para maior segurança. No entanto, devemos também nos lembrar que os “inimigos” podem chegar voando pelo nosso descuido irresponsável”. Dra. Ana Escobar

A colocação da Dra Ana é absurdamente pontual. Ao ser seu artigo sobre o Aedes Aegypti e a tríplice epidemia (http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/zika-virus-e-sindrome-paralisante-de-guillain-barre.html) a maneira como ela termina seu texto, estimulou que eu “viajasse” por outros caminhos de maneira bastante inusitada.

Especificamente as palavras “inimigos” e “descuido irresponsável” me conduziram aos seguintes pensamentos:

Afinal, quem são nossos inimigos?

Poderia de um modo fácil, culpar o irresponsável por me tirar da agradável “zona de conforto” como sendo meu “inimigo número 1”.

A rotina é confortável!       A repetição quotidiana de hábitos com prazeres que até possuem hora marcada; problemas mensuráveis com soluções milimetricamente calculadas e previsíveis; Pensamentos que são verdadeiros jargões de mídias sociais, com conclusões tão superficiais que pouco exigem de concentração, atenção e raciocínio.      A rotina é fácil…

Seria uma tragédia sair do niilismo contemporâneo? Seria catastrófico não poder consumir com superficialidade bens e pessoas?  Seria dolorido preencher nossa vida de sentido e sensações que vão além do virtual?  Quais são as possibilidades que estão além da confortável rotina quotidiana?

Afinal quem é meu inimigo número 1?

Um mosquito?

Pode um mosquito  da família Culicidae, proveniente da África, apresentando um amplo aumento de sua população, promovendo uma tríplice epidemia, ser um legítimo “inimigo nacional”? Criado pela nossa falta… de respeito, empatia, educação, higiene, autocrítica, responsabilidade…, enfim, práticas presentes nos mais variados ambientes e rotinas quotidianas ?

Parto da visão de que tudo tem sua utilidade.  Assim meu inimigo número um pode se tornar o motor propulsor para mudança; mesmo que para alguns, seja um mosquito.

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